Thursday, May 03, 2007

Os incompreendidos



Email para um amigo fã da série
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Eu amo Smallville!

Às vezes acordo às 6 só para ver algum episódio antigo, como hoje, o episódio em que o Ryan, o menininho que lia pensamentos e era um "irmãozinho" do Clark, morre. Acho tão intenso, aquela cama de hospital vazia, me deixou um vazio interior, só quem já passou que sabe. Com Cinema e TV é preciso trabalhar dessa maneira, com símbolos, imagens que toquem a sensibilidade das pessoas. Quero dizer, no cinema que eu quero fazer.

Eu ando numa fase viciada em Smallville, sempre gostei, mas há pouco tempo descobri o quanto era bom. Acho que o que me atrai na série são os superpoderes humanos do Clark, como ele chega a ser fraco diante dos dramas existenciais, e isso não encontramos nos filmes, porque ele já está bem resolvido como Superman. Além disso, o formato da TV dá uma certa intimidade com os personagens: eu chorei quando o Jonathan morreu e sofri quando a Lana casou, o que passa muito ligeiro no filme.

Gosto da forma como os roteiristas fazem a gente enlouquecer querendo ver o próximo episódio, principalmente nessa temporada, e até aprendo a escrever melhor. Gosto do que você falou, da direção de atores, dos olhares, dos sentimentos e da identificação que a série proporciona.

Não vou enganar, gosto da história de amor, me emociono com aquele não ata nem desata de Clark e Lana porque os contratempos são, de uma certa maneira, verossímeis, até porque estão de acordo com a personalidade dos dois.

Enfim, há muito tempo estou pensando nessa análise e não havia feito. Se você teve paciência de ler até aqui, só queria dizer que somos incompreendidos, porque gostamos de uma série que se esconde e se vende como Teen ou Sci-fi, quando é profundamente humana e universal.

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