Tuesday, June 24, 2008

Sex and the city - o filme!!!!!!


Meus queridos companheiros e órfãos do seriado. Não é exagero nenhum dizer que “Sex the city – o filme” é como reencontrar grandes amigas, quatro anos depois, sem notícia. Tanto é que o que mais ficou da sessão no dia da estréia foi uma nostalgia, uma saudade uma vontade de ter o seriado toda semana. Senti um vazio ao final do filme. Foi um consumo emocional intenso durante duas horas e meia, para depois acabar o filme e me tirarem novamente da companhia daquelas quatro.
É verdade, não foi a mesma coisa da série, foi diferente, mas quem permanece os mesmos depois de quatro anos? Só os chatos não mudam. Elas mudaram. Elas estão na fase dos 40, são todas mulheres compromissadas, o espírito do sexo casual ou da busca pelo amor incondicional não está no filme, pois elas, a princípio, já encontraram. E como dar continuidade se Carrie está com Big, Samantha com Smith, Charlotte mãe e Miranda com Steve? Foi o happy end perfeito para o seriado que precisou ser trabalhado no filme, daí, alguns afirmarem ter maculou a série.
É verdade, elas estão bem submissas, perdoam traição, engordam para não trair, casam e engravidam, algo que seria impossível na série. Mas não acho que quebre o espírito. O sentimento de fã fala mais alto, a emoção transborda para os fãs, são 158 minutos sofrendo por toda uma temporada, de uma só vez.
Não posso dizer que o filme é bom, digo que apenas poucas vezes fiquei tão abalada por um filme. E abalada não por questões estéticas, mas puramente emocionais e talvez nostálgicas. O filme não deve ser analisado apenas como um filme, que não avançaria muito em relação ao gênero ao qual pertence, mas como uma comunicação necessária a todos os fãs da série. É um pouco um pedaço de cada fã, que sempre vibrou para que acontecesse o que acontece na telona. Sem esquecer que é antes de tudo, uma ode à amizade e ao amor, que nunca saem de moda, e fazem muito bem à alma.
Portanto, reunirei novamente minhas amigas para rever o filme ainda essa semana, assim como fazemos com todos os episódios que vemos reprisados diariamente na TV. Sonhando um dia ver o filme de Friends ou Seinfeld, quem sabe? Se a moda pega...

Irina Palm


De histórias de prostitutas o cinema está cheio. A prostituta de bom coração que não pertence àquele lugar e faz aquilo para sustentar a família, e se relaciona com seu cafetão. Uma argumento batidaço, em nada original, lembra muito Salão México, de Emilio Fernández. No entanto, Irina Palm consegue ir além.
O neto e sua doença mortal são apenas uma pequena introdução para que Maggi (Mariane Faithfull bem canastrona) procurasse um emprego de hostess (atendente), um eufemismos para puta, como informa seu cafetão.
Todo filme se concentra em como aquele trabalha influencia em sua vida, e o melhor, como ela se destaca em sua profissão. Como todo bom filme, ele te convence de que a personagem está certa em suas decisões, você entra na onda, e se prostitui com ela, inclusive, desaprova o filho “moralista” que obriga a mãe a sair “da vida”.
O filme tem dois leitmotivs , um triste que acompanha Maggi do primeiro plano ao último – e lembra muito “I’m calling you” do Bagdá Café, só que menos emocionante – e outro, um pancadão com gemidos que toca sempre que aparece a boate. O mais bonito do filme é o momento em que essas duas músicas se encontram, marcando a total transformação da personagem e uma maneira bonita de representar um enlace
Irina Palm, por vários elementos, lembra os melodramas canônicos: argumento conhecido, músicas muito presentes, prostituta de bom coração, cafetão bonzinho, interpretação canastrona. No entanto, a maneira “distante” (apesar de ser um filme centrado numa personagem) e sua abordagem “seca” deixam o filme com a estranheza que caracteriza os melodramas contemporâneos. É um melodrama cínico, que não emociona, não comove, com uma atriz que não arranca nenhuma comoção da platéia. Se interpretado pela Kathy Bates talvez seria uma choradeira e, provavelmente, uma chatice também. É um bom filme, mas essa distância, ao mesmo tempo que dá a originalidade ao filme, torna-o frio demais para que eu adore, mas de qualquer maneira, imperdível.